Nossa criadora e curadora Beatriz morou em Londres por mais de oito anos e, ao visitar este mês, selecionou os seus restaurantes favoritos da temporada.
Confira o guia completo em breve no nosso Instagram.

Phoenix palace – Sou viciada em dim sum e é no phoenix palace que eu mato o meu desejo; em Marylebone, considero lá ideal para um jantar ou almoço despretensioso e bem tradicional.
Mount St – se você quer juntar dois programas em um, indico muito tomar uns bons pints no icônico The Audley, em Mayfair, e depois ir jantar no Mount St. Restaurant no primeiro andar do mesmo prédio. Ali, a cozinha britânica moderna encontra uma galeria de arte disfarçada de restaurante – o espaço integra arquitetura, arte e design de forma que mais de 200 peças, assinadas por Andy Warhol, Henri Matisse, Lucian Freud, Philip Guston, Peter Fischli e David Weiss, dividem protagonismo com o menu. PS: prove a lobster pie.
Dinings – Disparado o melhor sushi em Londres, sempre levo amigos, além de ser o spot de date com o maridon. Nasceu em 2006, pelas mãos de ex-chefs do Nobu e tem como proposta aquela fusão que funciona de verdade: tradição japonesa com técnicas europeias modernas, sem forçar a barra. É o tipo de japonês que não tenta ser reverente demais, mas entrega uma experiência world class sem fazer alarde.
Mazi – Sempre fui, levo todo mundo e continua sendo um dos favoritos porque não cai em qualidade e nem sabor ao longo do tempo. Ele fica em Notting Hill desde 2012 com uma missão simples: mostrar pro mundo que comida grega pode ser inovadora, refinada e absurdamente saborosa. O nome significa “juntos” em grego, e é exatamente isso que eles fazem — revivem a tradição de compartilhar à mesa, aquela coisa de pedir vários pratos, todo mundo experimentar tudo, conversa boa rolando solta.
Bao – Se você ama o bao taiwanês tanto quanto eu, precisa conhecer o Bao. São vários endereços, mas o original fica no Soho, e por nove anos seguidos eles seguraram o Michelin Bib Gourmand. O meu favorito é o clássico pork bun, igualzinho ao original de Taipei, mas tem outras pedidas matadoras. Não tem uma vez que não vou lá.
Muito, muito popular, aqui os caras são feras tanto em cafés e pastries quanto no menu mais elaborado.. O Don’t Tell Dad, é aquele bakery de bairro onde todo mundo é bem-vindo e vale tudo — cozinha aberta, bar animado, serviço charmoso, comida e bebida de verdade. A inspiração vem de irmãos arteiros que sabiam aproveitar os momentos da vida, que acreditavam que um pouco de confusão deixava tudo mais gostoso e que as melhores memórias sempre começavam com “não conta pro pai”.

Fofo, bem francês, ambiente inusitado — daqueles deliciosos de sentar do lado de fora quando o tempo colabora. O La Poule au Pot é uma instituição de Belgravia há décadas: interior preservado desde os anos 60, cantinhos íntimos, flores secas penduradas, bric-à-brac espalhado, recriando aquela França paysan de interior. O menu é francês clássico de verdade — ingredientes excelentes, porções generosas, carta de vinhos honesta e pensada.

Há anos frequento o The Palomar e posso dizer com toda certeza que é mais um que não cai em qualidade e sabor conforme os anos passam. No coração do Soho, eles servem almoço e jantar com menu influenciado pelas culturas ricas do sul da Espanha, Norte da África e Levante. O espaço foi desenhado ao redor de um balcão de cozinha aberta, além de um salão com 40 lugares. Para dividir small plates: pittas caseiras, labneh de azeitona verde, trigo bulgur com romã e queijo de cabra. Pra fechar, o ice cream sandwich de baklava com sorvete de pistache é obrigatório.
Josephine Bistrô, é comandado por Claude e Lucy Bosi. O original fica em Chelsea, num cantinho charmoso da Fulham Road – menu simples que é uma jornada pela França, com foco especial nos sabores e pratos de Lyon, cidade natal do Claude. Mas ano passado abriram uma unidade em Marylebone, destacando os clássicos das brasseries parisienses. Comi um dos melhores coelhos da vida!
Diria que um pouco fancy, esse indiano merece estar na sua lista. O Bibi é progressivo, serve pratos inspirados em ingredientes e memórias do subcontinente indiano — tudo comandado pelo chef-patron Chet Sharma, que traz anos de experiência cozinhando e garimpando ingredientes em alguns dos Michelin mais estimados do mundo, abraçando toda a amplitude multicultural da culinária indiana. Reconhecido no The World’s 50 Best Discovery List 2024, ganhou Best Cocktail List of the Year no National Restaurant Awards 2025, e está em #35 no mesmo prêmio este ano — terceiro ano consecutivo no Top 100.
Outros que valem a visita: Bottarga, Trishna, Daphnes, La Famiglia.
Pubs
The cow – pub britânico com alma, o lugar é vibrante, cheio de gente feliz, e funciona como destino obrigatório para a dupla clássica: Guinness & ostras. Dependendo do dia da semana, você pode pegar um Pint of Prawns ou algo mais leve como o Crab Tagliolini. É o tipo de lugar onde você entra pra uma cerveja e sai três horas depois, feliz e bem alimentado.
The Pelican & The Hero, ambos ideais para paquerar, trocar ideia com amigos ou só comer bem. Do mesmo grupo, os dois entregam exatamente o que um bom gastro pub londrinense promete. O The Pelican era pub de bairro meio largado, virou point de Notting Hill. Menu britânico sem frescura e quando o sol sai, a galera toma a calçada. O The Hero está de pé desde 1878 e aposta na horta própria da Bruern Farms — manejo holístico do solo, vegetais direto pro prato, mas foi ‘reinventado’ recentemente.
O The Ladbroke Arms é um pub aconchegante de bairro no coração de Notting Hill. Atmosfera quente e convidativa, menu de pratos sazonais e seleção curada de drinks — perfeito para tardes relaxadas, jantares de celebração ou só uma cerveja rápida com amigos. Eles têm um camembert aquecido com pãozinho delicioso e um sunday roast matador.
Outros que valem a visita: The Cavendish, The Coach Makers Arms, The Angle Sea Arms, The Hollywood Arms