Ilustração do Headspace Guide to Meditation via The Nood Mag

É possível se tornar uma pessoa otimista em apenas alguns dias?

A convite da Issey Miyake, nos aprofundamos na proposta pela psicóloga Deepika Chopra em seu livro The Power of Real Optimism. A resposta positiva para a pergunta do título parece improvável, especialmente em uma época em que passamos boa parte do tempo administrando incertezas. Nunca tivemos tanto acesso à informação e, ao mesmo tempo, tanta dificuldade em imaginar o futuro com tranquilidade.

Foi observando esse cenário que Chopra começou a investigar o que chama de “otimismo real”. Seu ponto de partida é simples: talvez estejamos confundindo otimismo com positividade.

A cultura da positividade nos ensina a procurar o lado bom das coisas, repetir afirmações motivacionais e acreditar que tudo acontece por uma razão. Mas, segundo a autora, o cérebro não funciona assim. Quando uma mensagem parece distante da realidade, ele simplesmente a rejeita.

Otimismo, portanto, não é convencer a si mesmo de que tudo dará certo. É desenvolver a capacidade de continuar em movimento mesmo sem garantias. É reconhecer que uma situação é difícil sem transformá-la em uma sentença definitiva. É admitir a incerteza sem concluir automaticamente que o pior vai acontecer.

Para Chopra, o otimismo não é um traço de personalidade reservado a algumas pessoas. É uma habilidade que pode ser desenvolvida. Por isso, o livro termina com um desafio de 33 dias baseado em pequenas práticas cotidianas. A escolha do número não é aleatória: a autora defende que, quando sustentamos um comportamento por tempo suficiente, aumentamos as chances de transformá-lo em hábito. O otimismo, nesse sentido, funciona menos como um dom e mais como um músculo.

A autora argumenta que vivemos sob um fluxo constante de estímulos que torna nossa percepção mais reativa. Quanto mais sobrecarregado o cérebro está, maior a tendência de interpretar o presente a partir do medo e de imaginar o futuro a partir da escassez. Com o tempo, não apenas nos preocupamos mais. Passamos a enxergar menos possibilidades.

Talvez seja por isso que a luz apareça tantas vezes como símbolo de esperança. Não porque ela mude a realidade, mas porque muda nossa capacidade de percebê-la.

A luz não remove os obstáculos do caminho. Ela torna o caminho visível.

E se o otimismo tivesse uma imagem, provavelmente ela se pareceria com a luminosidade do nascer do sol, ponto de partida para a criação de Lumière d’Issey.

Inspirada na luminosidade natural do amanhecer, Lumière d’Issey traduz essa sensação em fragrância. A mandarina verde traz frescor e energia logo nas primeiras notas. A flor de laranjeira acrescenta intensidade e delicadeza. Ao fundo, o acorde amadeirado de pistache confere profundidade e permanência.

Uma interpretação olfativa de uma ideia potente: enxergar possibilidades depende, muitas vezes, da luz que lançamos sobre elas.

Descubra o novo ícone feminino: Lumière d’Issey.

*Ilustração do Headspace Guide to Meditation via The Nood Mag

Direitos reservados Eat Your Nuts